A disputa pelo Governo do Distrito Federal segue aberta, segundo pesquisa divulgada pelo Instituto França nesta terça-feira (30/6). O principal número do levantamento é o elevado nível de indecisão: 60,3% dos eleitores afirmam ainda não saber em quem votar para governador nas eleições 2026.
O percentual supera com ampla margem o de qualquer pré-candidato citado espontaneamente. A vice-governadora Celina Leão (PP) lidera com 17,2% das menções, seguida por Leandro Grass (PT), com 7,5%. José Roberto Arruda (PSD) aparece em terceiro, com 5,7%, enquanto o senador Izalci Lucas (PL) registra 1% e Ricardo Cappelli (PSB), 0,6%. Outros nomes somam 1,2%.
Além dos indecisos, 6,6% afirmam que pretendem votar em branco, anular o voto ou não escolheriam nenhum dos candidatos. Somados, esses grupos representam 66,9% do eleitorado, indicando que a sucessão ao Palácio do Buriti permanece amplamente indefinida.
O levantamento mostra que nenhum pré-candidato conseguiu consolidar uma base eleitoral consistente até o momento. Embora lidere a pesquisa espontânea, Celina Leão ainda aparece distante de um patamar que indique consolidação da disputa.
Os números também sugerem dificuldade do PT para ganhar tração no Distrito Federal. Com 7,5% das citações espontâneas, Leandro Grass ainda não converte a força nacional do partido em intenção de voto local, em um cenário no qual a disputa permanece fortemente pulverizada e dominada pela indefinição do eleitorado.
Cenários estimulados
O levantamento testou dois cenários para a disputa pelo Governo do Distrito Federal. No principal deles, a governadora Celina Leão (PP) lidera com 26,4% das intenções de voto, seguida pelo ex-governador José Roberto Arruda (PSD), com 20,2%. Leandro Grass (PT) aparece em terceiro lugar, com 13,7%. Os demais pré-candidatos ficam abaixo de 5%: Izalci Lucas (PL), Rafael Prudente (MDB) e Ricardo Cappelli (PSB) registram 3,6% cada, enquanto Kiko Caputo (Novo) e Paula Belmonte (PSDB) aparecem com 2,1%. Indecisos somam 15,1%, e votos brancos e nulos, 9,7%.
A pesquisa mostra uma disputa sem favorito consolidado. Embora Celina lidere com vantagem sobre os adversários, ela permanece distante da maioria absoluta e enfrenta um contingente expressivo de eleitores ainda sem definição de voto.
A aprovação do seu governo ajuda a explicar esse quadro. Celina é aprovada por 43% dos eleitores e desaprovada por 39,9%. A aprovação supera numericamente a desaprovação, mas por margem estreita, sugerindo que a governadora chega à disputa com um saldo positivo, embora sem um capital político suficientemente amplo que lhe garanta uma campanha tranquila.
Crise do BRB
A crise envolvendo o BRB (Banco de Brasília) desponta como um dos principais desafios para a governadora durante a pré-campanha pela reeleição. Segundo o levantamento, 61,2% dos eleitores afirmam que o episódio interfere em sua decisão de voto, enquanto 32,4% dizem que a crise não influencia sua escolha. Os números indicam que o caso do BRB permanece no radar do eleitorado e tem potencial para influenciar os resultados da disputa, tornando-se um dos principais temas da campanha.
O levantamento foi realizado entre 18 e 23 de junho de 2026 com 1.095 eleitores do Distrito Federal. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o número DF-04765/2026.
