O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estará sob nova direção nas eleições de 2026 – caberá ao ministro Kassio Nunes Marques a tarefa de conduzir o pleito. Ele assumirá a presidência em junho quando a ministra Cármen Lúcia, atual presidente, deixa o cargo. Marques será o primeiro ministro indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro a assumir a presidência do tribunal.
O ministro tem evitado falar publicamente sobre sua futura gestão à frente do TSE. Mas a interlocutores próximos tem dito que pretende imprimir um tom de “ponderação” e “isenção” para que o ano eleitoral seja conduzido “sem abusos” e com “serenidade”.
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O discurso contrasta com os embates em 2022 entre o então presidente do TSE, Alexandre de Moraes, e Jair Bolsonaro, candidato à reeleição – os dois protagonizaram conflitos em uma eleição marcada pelo uso excessivo de fake news, desinformação e da máquina pública. Na época, Moraes multou em R$ 22 milhões o partido de Bolsonaro, o PL, por conta do relatório que trazia informações falsas sobre a segurança das urnas eletrônicas.
Nos bastidores do TSE e do Supremo, o que se espera é que Nunes Marques adote uma postura de um Judiciário menos intervencionista, com deferência às maiorias e de uma gestão menos centralizadora do que a atual.
A chegada de Nunes Marques à presidência do TSE é vista por aliados de Bolsonaro como uma fagulha de esperança da candidatura do ex-presidente – uma hipótese seria Marques “segurar” a análise até o limite.
