Um dia após propor a taxação de 25% sobre as exportações brasileiras, a administração de Donald Trump recomenda a imposição adicional de 12,5%. Desta vez, a alegação é de práticas comerciais consideradas “irracionais” e prejudiciais ao comércio dos Estados Unidos. Este é o resultado do relatório preliminar, divulgado na madrugada de quarta-feira (3/6) pelo Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) em investigação sobre a seção 301 aberta para avaliar mercadorias supostamente produzidas com trabalho forçado importadas pelos EUA.
As novas tarifas não entram em vigor de imediato. Assim como os 25%, ainda estão sujeitas a consulta pública e revisão, com audiências públicas previstas para começar em 7 de julho.
China, Japão, Índia, Coreia do Sul, Suíça e dezenas de outros países também podem sofrer punição até lá, com o mesmo percentual de 12,5%. Já Canadá, México, Taiwan, Reino Unido e outros países e territórios seriam taxados com 10% adicionais. Neste caso, a explicação estaria no fato de não terem aplicado de forma adequada a proibição de importação de produtos feitos com trabalho forçado.
Vários dos países incluídos nestas duas listas já têm acordo comercial firmado com os EUA desde o ano passado, o que significa que podem receber esses percentuais a despeito do que ficou acertado.
Em comunicado, o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, declarou que o fracasso dos principais parceiros comerciais do país em combater a importação de bens produzidos com trabalho forçado é inaceitável. E que isso obriga trabalhadores americanos a competir em condições desiguais no mercado global.
