O candidato Arthur Henrique (PL), ex-prefeito de Boa Vista, foi o mais votado na eleição suplementar para governador de Roraima que ocupará o posto em um mandato-tampão até janeiro de 2027. Ele recebeu 160.004 votos, o que corresponde a 60,87% dos votos válidos. O vice é o Subtenente Velton.
A chapa formada por Soldado Sampaio e Tayla Peres, do Republicanos, ficou em 2º lugar, com 35,72% dos votos válidos (93.897 votos). Nelita Frank e Bartô Makuzi, do PT, ficaram em 3º lugar, com 8948 votos (3,40%).
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O pleito foi realizado no domingo (21/6), após a cassação do então governador, Edilson Damião (Republicanos), pela Justiça Eleitoral.
A definição do eleito para o mandato-tampão, contudo, ainda depende de uma avaliação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Henrique concorreu sub judice, pois seu registro de candidatura havia sido rejeitado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR).
O recurso que ele apresentou ao TSE ainda está pendente de análise (0600079-71.2026.6.23.0000). Assim, os votos que recebeu ainda dependem de uma decisão da Justiça Eleitoral. Enquanto não há uma posição definitiva, segue no comando do estado o deputado Soldado Sampaio (Republicanos), que exerce o cargo de forma interina por ser o presidente da Assembleia Legislativa de Roraima.
A candidatura de Arthur Henrique foi barrada pelo TRE-RR pelo descumprimento do prazo de desincompatibilização. A Corte regional inicialmente fixou o prazo de 24 horas, mas alterou a regra no começo de junho por ordem do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Acionado pelo diretório do Republicanos em Roraima, Dino determinou que o TRE-RR seguisse o que manda a lei das inelegibilidades (Lei 64/1990), que estabelece prazos de 6, 4 ou 3 meses para desincompatibilização. Henrique deixou a Prefeitura de Boa Vista em 2 de abril, a menos de 3 meses da data do pleito suplementar em Roraima.
A decisão de Dino foi confirmada pela 1ª Turma do STF em sessão virtual que terminou em 19 de junho. O placar foi de 3 a 1, e ficou vencida a ministra Cármen Lúcia.
Apesar da posição da 1ª Turma do Supremo, o TSE também julgou o tema (0600953-95.2026.6.00.0000). O relator, Nunes Marques, presidente da Corte eleitoral, votou para validar a regra inicialmente adotada pelo TRE-RR, que previa prazo de 24 horas para desincompatibilização. Ele foi acompanhado por André Mendonça, Dias Toffoli e Antonio Carlos Ferreira. A ministra Estela Aranha pediu vista e suspendeu o julgamento.
A eleição suplementar em Roraima foi convocada depois que o TSE cassou o mandato do então governador, Edilson Damião (Republicanos), e tornou inelegível o ex-governador Antonio Denarium (PP), pré-candidato ao Senado nas eleições deste ano. Ambos foram condenados por abuso de poder político e econômico por uso da máquina pública no pleito de 2022.
