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JOTA Principal: Lula usa Mercosul para defesa do Pix, tema ‘em disputa’ com Flávio Bolsonaro

01/07/26

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Bom dia!

O presidente Lula usou a reunião do Mercosul para reforçar a defesa do Pix, um dos pontos em “disputa” entre ele e Flávio Bolsonaro.

Ao sugerir o uso do meio brasileiro como sistema de pagamento do bloco, o petista leva o tema para o palco internacional (nota 1).

Por um lado, ele busca conectar o tema da soberania nacional ao passar por cima das críticas feitas pelos EUA ao aplicar tarifas ao Brasil — o governo Trump disse que as empresas americanas seriam prejudicadas por um serviço gratuito.

Por outro, incorpora em seu discurso a narrativa do sucesso do sistema, cuja paternidade é reivindicada pela família Bolsonaro, por ter sido lançada pelo Banco Central durante os anos de mandato de Jair.

🚨 A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (1/7) operação para apurar desvio no uso de cota parlamentar. Entre os alvos estão assessores do líder do PL da Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ).

  • A ação policial foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do STF. Mais detalhes, na edição de amanhã.

Boa leitura.


O PONTO CENTRAL

1. Pix para os vizinhos

O presidente Lula participou ontem (30/6) da cúpula do Mercosul, em Assunção, no Paraguai, onde defendeu o Pix como modelo para criação de sistema de pagamentos no bloco, Luísa Carvalho escreve no JOTA.

  • O presidente disse que a integração financeira “reduzirá custos, fortalecerá o comércio intrabloco, ampliará o uso de moedas locais e aumentará nossa resiliência frente a choques externos”.
  • Lula também defendeu uma estratégia conjunta para o desenvolvimento das cadeias produtivas de minerais críticos, considerados essenciais para a transição energética e a indústria digital.
  • O petista citou o crime organizado transnacional como um dos principais desafios da América do Sul e destacou a criação de iniciativas conjuntas de combate ao tráfico de armas e drogas.

O presidente afirmou que vai disputar a reeleição para “garantir que o Brasil se mantenha como um país democrático”.

  • Lula disse que “extremistas planejaram um golpe de Estado”, mas que “a confiança nas regras democráticas” têm se fortalecido apesar de tentativas de “semear dúvidas sobre a integridade dos processos eleitorais na América do Sul”.
  • O presidente afirmou que as eleições no Peru e na Colômbia são prova da “resiliência institucional” da região — mas não citou por nome os recém-eleitos Keiko Fujimori e Abelardo de la Espriella, alinhados à direita.

UMA MENSAGEM DA TAKEDA BRASIL

O papel da inteligência artificial para o paciente

Legenda: Oncologista Sandro Martins / Crédito: Leo Orestes

A inteligência artificial (IA) já permite maior autonomia aos usuários ao empoderar os pacientes a tirar dúvidas técnicas sobre seus próprios exames. Durante a 6ª edição do Blueprint for Success Brazil Summit, em São Paulo, foi destacado que:

  • o paciente mais bem informado atua de forma segura como um fator de mobilização para o aprimoramento contínuo do sistema de saúde; e
  • A tecnologia pode permitir ao usuário ser o condutor do seu próprio histórico de saúde, com a possibilidade de migrar entre diferentes operadoras e prestadores levando todas as informações clínicas.

2. Escolhidos e rejeitados

O senador Flávio Bolsonaro / Crédito: Ton Molina /Agência Senado

Lula abriu a maior vantagem sobre Flávio Bolsonaro desde janeiro, segundo a nova rodada da pesquisa AtlasIntel divulgada hoje (1/7), Daniel Marcelino analisa no JOTA PRO Poder.

  • O presidente tem 47% das intenções de voto, contra 36% de Flávio no primeiro turno.
  • O avanço de Lula acontece apesar de a aprovação do governo ter oscilado negativamente, de 47,4% para 45,9%, em meio à repercussão da operação da PF contra Jaques Wagner.
  • Um dado que expõe os limites de crescimento dos dois principais presidenciáveis é o fato de que ambos têm alta rejeição: Flávio Bolsonaro com 53% e Lula com 48,6%.

Sim, mas… A série histórica não inclui o resultado de maio, já que a rodada de pesquisa daquele mês permanece suspensa por decisão do TSE, após questionamento do PL sobre um bloco de perguntas que citava a relação entre Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

  • Mesmo sem contar maio, a trajetória da curva das pesquisas da Atlas sugere que Flávio Bolsonaro segue em tendência de perda de apoio eleitoral.
  • O movimento contrasta com os resultados dos levantamentos divulgados nesta semana por BTG/Nexus e Vox Brasil, que apontaram leve recuperação do presidenciável do PL.

3. Cresce a dívida

Prédio do Banco Central / Crédito: Getty Images

A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) subiu para 81,1% do PIB, o maior patamar desde maio de 2021, quando estava em 81,4%, Gabriel Shinohara escreve no JOTA PRO Poder.

  • O indicador estava em 78,6% do PIB em dezembro do ano passado e vem subindo mês após mês neste ano.
  • A dívida bruta considera o resultado do governo federal, do INSS, dos governos estaduais e municipais.
  • De acordo com o Banco Central, os dois principais fatores para alta em 2026 foram a incorporação dos juros e as emissões líquidas de dívida.
  • Por outro lado, o crescimento do PIB nominal e a valorização cambial tiveram o efeito oposto e seguraram um pouco a alta.

4. Adeus, subsídio

Caminhão em posto de gasolina / Crédito: Getty Images

O governo começa a retirar as medidas criadas neste ano para mitigar os efeitos da alta do petróleo, Fábio Pupo escreve no JOTA PRO Poder.

  • A primeira a cair, a partir de hoje, é a subvenção de R$ 0,35 ao diesel.
  • O governo diz que as iniciativas visavam assegurar o abastecimento interno de petróleo e derivados.
  • Desde o acordo entre Estados Unidos e Irã, neste mês, a cotação do petróleo caiu no mercado global, permitindo a redução gradual das medidas.
  • O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que está em avaliação a retirada da subvenção de R$ 0,44 à gasolina “assim que o preço estiver mais estabilizado”.

Sim, mas… O governo mantém, por enquanto, o imposto de exportação sobre o petróleo e sobre o diesel rodoviário.


5. Heavy metal

Piscina de detritos na usina Angra II / Crédito: Getty Images – 1.jan.2024

O governo avalia a criação de um grupo para estudar o papel do urânio em programas estratégicos de defesa e transição energética, Fábio Pupo escreve no JOTA PRO.

  • O tema é uma das pautas da reunião do Conselho Nacional de Política Mineral marcada para amanhã (2/7).
  • O conselho também deve discutir a criação de grupos de trabalho voltados aos minerais críticos e ao fortalecimento do serviço geológico.
  • A pauta inclui ainda a definição de critérios para enquadrar empreendimentos como estratégicos para receber o “aval expresso” do Licenciamento Ambiental Especial.

6. Chapa pura

Ronaldo Caiado e Gilberto Kassab / Crédito: Secovi-SP

O PSD está prestes a anunciar que o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, deve ocupar o posto de vice de Ronaldo Caiado, Beto Bombig escreve no JOTA PRO Poder.

  • Nas pesquisas mais recentes, Caiado aparece tecnicamente empatado com Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo), todos variando entre 3% e 7% das intenções de voto.
  • O patamar está muito abaixo de Lula e de Flávio — o desafio desse segundo pelotão, que tenta construir uma “terceira via”, é enorme e, até agora, pouco provável.
  • No entanto, a avaliação das pré-campanhas é que Kassab está apostando em um derretimento de Flávio Bolsonaro.

👀 Bastidores Caiado, Kassab e dirigentes do PSD procuraram outros partidos do Centrão para compor a chapa, como o MDB, o Republicanos e a federação União-PP.

  • Em linhas gerais, ouviram que a tendência é permanecer fora da polarização no primeiro turno.

7. Supersalários

O ministro Edson Fachin / Crédito: Gustavo Moreno/STF

O presidente do STF, ministro Edson Fachin, criou um grupo para sistematizar contribuições para uma proposta legislativa com regras definitivas para a remuneração de juízes, Lucas Mendes escreve no JOTA PRO Poder.

  • Fachin afirmou que é preciso um “choque de República” para lidar com o tema e disse ser necessária a “transformação” e a “modernização” do sistema de Justiça brasileiro.
  • A iniciativa é concomitante ao fim do julgamento no STF sobre as verbas indenizatórias aos magistrados, conhecidas como “penduricalhos”.
  • A maioria dos ministros manteve a limitação da remuneração a 70% do teto constitucional, mas ampliou a lista de penduricalhos permitidos.