Representantes da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) assinaram nesta quinta-feira (29/01) um acordo para reintegrar a PRF às atividades da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO).
A cooperação permitirá a participação da PRF em operações, como comprimento de mandados de busca e apreensão, e o compartilhamento de dados e de informações de inteligência.
A assinatura do acordo foi feita na sede da PRF, em Brasília, e contou com a presença dos diretores-gerais das duas corporações.
O acordo estabelece diretrizes para a atuação de cada órgão. Uma das preocupações na reintegração da PRF à iniciativa é a definição sobre como a corporação deve atuar, já que é uma força ostensiva que não faz o trabalho investigativo de polícia judiciária, destinado à PF e às polícias civis.
Segundo o diretor-geral da PRF, Fernando Oliveira, a participação da corporação será detalhada e padronizada, para evitar questionamentos de extrapolação de competências.
“Agentes poderão compartilhar dados, sistemas e informações, no sistema de inteligência. Então a PRF não atua investigando, mas trabalha com inteligência e, posteriormente, na parte operacional, em operações com a PF”, disse Oliveira.
Para o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, a ação coordenada das duas polícias vai potencializar a capacidade de atuação frente ao crime organizado.
“A segurança pública é uma pauta central e estamos muito ciosos e conscientes desse desafio e que só venceremos com esse formato, de integração e cooperação, doméstica, internacional. Todo trabalho de descapitalização do crime organizado, que nos permite apresentar resultados interessantes desse enfrentamento”, declarou.
A FICCO funciona a partir de unidades pelo país. São 34 bases até o momento, e há acordos com os 26 estados e o Distrito Federal.
A PRF participava pontualmente de ações envolvendo as unidades da FICCO nos estados, mas agora, com o acordo, passará a integrar formalmente a iniciativa.
