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Gilmar defende inquérito das fake news e critica ‘deslegitimação’ do Supremo

26/02/26

O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu nesta quinta-feira (26/2) a importância do inquérito da fake news, alvo de críticas por sua longevidade. A investigação foi aberta em março de 2019.

O pronunciamento foi feito durante as celebrações de 135 anos do STF. Segundo Mendes, o inquérito das fake news foi importante em um cenário de “tentativa de golpe de Estado” e para diminuir as mortes durante a pandemia de Covid-19. “Não quero fazer a especulação do ‘se’, mas se não fosse a instauração do inquérito das fake news…”, introduziu o decano.

O ministro demonstrou incômodo com as críticas que, segundo ele, o tribunal vem recebendo da imprensa. “Caso um alienígena chegasse ao Brasil e acompanhasse apenas o noticiário dos últimos dias, ele provavelmente imaginaria que todos os problemas do país se restringem ao Supremo, e que essa seria a única instituição brasileira a merecer aprimoramentos”, disse Mendes.

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Segundo ele, há uma “narrativa de deslegitimação” da Corte por parte da imprensa, diz ele, acusa a Corte de “seguir a cartilha da Operação Lava Jato” ao manter o inquérito das fake news.

“A propósito dessas idiossincrasias, também causa perplexidade que os mesmos veículos que exaltaram a Lava Jato não tenham feito, até hoje, um mea culpa ante os abusos comprovados pelos documentos da Operação Spoofing”, disse o decano.

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“Nada disso é reconhecido ou destacado por esses setores da mídia, que dão de ombros para as evidências e focam numa narrativa de deslegitimação da Corte – talvez por ressentimento com o freio imposto aos criminosos métodos lavajatistas e a consequente derrubada do circo midiático que em torno deles se formou. É, aliás, no mínimo irônico que os mesmos que antes incensavam a força-tarefa passem agora a acusar a Corte de seguir uma cartilha lavajatista nos inquéritos abertos em defesa da democracia”, acrescentou.