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Lula diz que Pix pode servir de modelo para criação de sistema de pagamentos no Mercosul

30/06/26

O presidente Lula (PT) defendeu, nesta terça-feira (30), durante a Cúpula do Mercosul, a integração financeira do bloco e afirmou que o Pix pode servir de modelo para a criação de um sistema regional de pagamentos. “A integração financeira reduzirá custos, fortalecerá o comércio intrabloco, ampliará o uso de moedas locais e aumentará nossa resiliência frente a choques externos”, declarou. Lula não deu mais detalhes sobre o tema em sua fala.

O presidente também defendeu uma estratégia conjunta para o desenvolvimento das cadeias produtivas de minerais críticos, considerados essenciais para a transição energética e a indústria digital. Ele disse que a integração fortalece os países ante a “ameaça do colonialismo digital” e que os países da região precisam agregar valor às suas matérias-primas e compartilhar experiências em inteligência artificial.

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Na área de segurança, Lula classificou o crime organizado transnacional como um dos principais desafios da América do Sul e defendeu que a cooperação policial, judicial e financeira do bloco “precisa atuar na mesma escala”.

O presidente destacou a criação da Comissão Mercosul de Combate ao Crime Organizado, o Centro de Cooperação Policial Internacional, em Manaus, e a nova iniciativa, em parceria com a Interpol, para ampliar a coordenação regional no enfrentamento ao tráfico internacional de drogas e armas, com sede em Buenos Aires. O Brasil vai custear a presença de delegados dos 12 países da região na capital argentina por um ano.

Lula diz que disputará reeleição para ‘garantir a democracia’

O presidente afirmou que disputará um novo mandato em 2026 para “garantir que o Brasil se mantenha como um país democrático”. Em discurso aos chefes de Estado do bloco, Lula exaltou seus governos e disse que, hoje, o Brasil voltou a reduzir fome, registra a menor inflação acumulada em quatro anos e o menor índice de desemprego, após receber o governo como “terra arrasada” em 2023.

“Vou concorrer à Presidência da República para garantir que o Brasil se mantenha como um país democrático, porque não é possível imaginar irresponsáveis governando um país de 215 milhões de habitantes”, afirmou.

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Lula disse que “extremistas planejaram um golpe de Estado” e tentaram enfraquecer a confiança nas instituições no Brasil, mas que “o respeito à vontade popular e a confiança nas regras democráticas” têm se fortalecido apesar de tentativas de “semear dúvidas sobre a integridade dos processos eleitorais na América do Sul”.

O presidente citou as eleições no Peru e na Colômbia, como prova da “resiliência institucional” da região. A declaração foi feita sem citar diretamente os recém-eleitos Keiko Fujimori e Abelardo de la Espriella, alinhados à direita.