O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou nesta quinta-feira (26/3) o registro da federação União Progressista, formada pelos partidos União Brasil e Progressistas (PP). A agremiação foi formalizada em abril de 2025, e agora entra formalmente em vigor com a confirmação de seu estatuto pela Justiça Eleitoral. Com isso, os dois partidos passam a compartilhar fundo eleitoral, o que representa uma vantagem em termos de recursos financeiros para as eleições 2026. O presidente da federação é o atual presidente do União Brasil, Antonio Rueda.
A nova federação é a maior bancada do Congresso Nacional. Juntos os dois partidos que a integram reúnem 101 deputados e 12 senadores. O número poderá variar pois a janela partidária se encerra só em 3 de abril.
Na Câmara, a nova agremiação supera em tamanho a federação PT-PCdoB-PV, que tem 80 integrantes, e a bancada do PL, com 94 deputados.
Conforme projeções, a federação União Progressista deverá receber a maior fatia do fundo eleitoral para o pleito deste ano. O montante foi fixado em R$ 4,9 bilhões.
A aprovação foi confirmada por unanimidade pelo TSE. A relatora foi a ministra Estela Aranha, que determinou dois ajustes no estatuto.
Um dos pontos é o que previa a recondução sem limites de vezes da direção da federação. O documento deverá estabelecer ritos de eleições para os postos. Outro ajuste será no dispositivo que permitia à direção nacional anular decisões ou cancelar reuniões dos diretórios estaduais e municipais sem garantir mecanismos do contraditório e da ampla defesa.
O parecer do Ministério Público Eleitoral foi favorável ao registro da federação.
No curso do processo, o partido União Popular (UP) apresentou uma contestação, questionando a sigla, o símbolo gráfico e a identidade visual da nova federação. A legenda de esquerda entendeu que a as marcas estavam parecidas com a sua própria sigla. A federação então decidiu mudar a identidade.
As federações partidárias permitem a reunião de dois ou mais partidos com afinidades programáticas, que passam a atuar como uma única agremiação. O prazo é de pelo menos quatro anos.
